quinta-feira, 5 de junho de 2014

“Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Eu hoje tive um pesadelo...

“Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo, e procurei no escuro alguém com o seu carinho, e lembrei de um tempo. Porque o passado, me traz uma lembrança do tempo que eu era criança. E o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro, eu via o infinito, sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim. De repente, a gente vê que perdeu, ou está perdendo alguma coisa. Morna e ingênua que vai ficando no caminho que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado, pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.”

Reticências ...

Ah! Estes três pontinhos querendo significar um mar...
Um mar de probabilidades.
Um mar de possibilidades.
Um tanto a mais para se dizer.
Um tanto a mais para se viver.
Uma esperança no final da frase!

Trouxe-me a cura


Não, eu não sou uma mulher bonita, não sou a mais simpática e bem humorada. Jurava que não prenderia teu olhar, mas ao contrário: fui presa. Surpreendeu-me na insignificância do momento, coloriu-me numa moldura de delicadezas, deu-me as mãos dentro da minha escuridão. Convidou-me para fora, beijou-me delicadamente cada cicatriz. Não me perguntou sobre as feridas: trouxe-me a cura.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cansei de ficar na estação...



Não acabou quando você me disse adeus. Ficaram tantas frases no peito e objetos na gaveta. Perdidos e embaralhados. Lembranças, sonhos e decepções. Estou me desfazendo de tudo agora: fotos, cartas e presentes. Estou abrindo mão de sua presença, ainda que inventada. Estou partida. Estou partindo. Chegou a hora de me reencontrar. Cansei de ficar na estação. Você não volta, portanto, me despeço com um beijo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

E ontem, eu desisti.

“E ontem, eu desisti. Desisti de tudo que eu mais queria, daquilo que eu mais desejava. O coração palpitava de vontade, mas eu resisti e desisti. E desistirei sempre for que necessário, sempre que eu estiver perto do fundo do poço. Depois do não, depois do ‘fim’, desejei que Deus me dê forças e fé, muita fé para continuar. Porque não vale à pena, não compensa. Porque tem pessoas que não valem à pena.”

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

É o meu ponto de partida...

"Você é toda a beleza que existe em mim, onde quero chegar, para onde quero voltar. É o meu ponto de partida, o topo da montanha, meu lugar ao sol. É todos os clichês do mundo junto com palavras inventadas por quem já partiu ou chegou. É uma parte de mim e ao mesmo tempo tudo que me preenche, liberta, completa e renova a cada dia. É o frescor da vida, o sabor que fica na boca, a saudade do que ainda não surgiu. É a verdade que vive, a vontade que cresce, a certeza que amadurece. Por isso e por tudo quero estar sempre perto de você até que o dia vire noite e a vida se transforme em continuação."

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ninguém sofre por amor.

“Ninguém sofre por amor. Sofremos pela indiferença, pela falta de afeto, pelo carinho que se perdeu no tempo, pela música romântica que não toca mais o coração, pelas mãos que não se entrelaçam mais. O amor não é ruim, a falta dele sim. E eu sei o que é sofrer pela falta dele, meu bem. Tudo é tão difícil de entender, os motivos que levam a gente desistir nem sempre são bons, e isso dói, e como dói. A lágrima que cai devido a falta do amor machuca mais do que qualquer outra lágrima, e não há como curar um coração que se quebrou. Dizem que o tempo ajuda, e passa rápido. Só esquecem de dizer que o amor só vem com passagem de ida, não tem data prevista para a volta, e o sentimento continua ali, matando o resto de você que ainda resta.


E a vida lá fora, me chama.

Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Não chame

“Não chame de destino as consequências de suas próprias escolhas.”

Você não me amava

“Você não me amava, só gostava da minha presença quando se sentia só. Quando não tinha mais ninguém para te ouvir, era eu quem você procurava, e todas as vezes eu te acolhi, sabe por quê? Porque o meu AMOR sempre foi MAIS FORTE que suas crises de carência.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Dizem...

“Dizem que para esquecer alguém que você goste muito, 
você precisa transformá-lo em literatura. 
Sendo assim, escreverei livros a minha vida toda e
 mesmo assim não conseguirei me livrar de você.”

Mas to me divertindo, ué.


“Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, to só obedecendo todo mundo. Não é isso que todo mundo acha super divertido? Beber e fumar, e beber, e fazer sexo sem amor, e beber e fumar e dançar e chegar tarde e envelhecer e não sentir nada? Sabe, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada.”

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Eu fiquei...

E eu fiquei quietinha, te esperando,
 rezando pra você ver que AMOR MAIOR não tem.

Garçom


"Garçom… que dose de mentira você tem?
 - Temos: eu te amo, nunca vou te deixar, eu quero você comigo, 
sinto saudades e também temos uma que anda saindo bastante: ‘pode confiar em mim’.
 - Ah… Manda todas que hoje eu quero me iludir!"

sábado, 11 de janeiro de 2014

Brigue...

“Brigue comigo, sinta raiva, me jogue coisas.
 Preciso saber que você ainda se importa.

Deixo por conta do destino, espero e confio

Poderia ter sido diferente. Mas se fosse, será que teria sido pra melhor? Quem vai saber? Melhor ter ficado assim, tudo mais ou menos, tudo sem mais nem menos, tudo reduzido a nada, numa fração de segundos. Confio muito em destino, num plano maior, forças do universo em conspiração. Me acha doida? Talvez, mas é que acreditar que tudo depende só das pessoas, essas que vivem fazendo pouco do amor e substituindo seus valores por etiquetas, me parece tão pequeno, nunca me bastou. Não vou te dizer que aceito bem tudo que me é arrancado ou vai embora por vontade própria, sem dizer adeus. Não vou fingir que não dói e que eu não preferia ter optado, não vou esconder a saudade. No começo é uma tortura, não é nada fácil, não nego. Mas, mesmo com tudo à flor da pele, eu não me esqueço dessa coisa de karma, de tudo acontecer por um motivo e na hora certa. Não demora muito e eu até acho melhor, solto o mundo e deixo que voe o que quiser voar. Que fique o que quiser e tiver que ficar. É muito mais triste e solitário me apegar ao que não me pertence, me fechar pra coisas maravilhosas, por estar presa numa história breve e condenada ao fim. Só respiro fundo e espero, com fé e um certo alívio, que o que for realmente meu, volte muito mais bonito, forte e mais meu do que nunca. Ou, minha opção preferida, que nunca vá. Amém.

Acabou, mas deu certo demais

Eu discordo dessa história de que só é amor se for pra sempre. Digo, o sentimento pode até viver pra sempre, ali quietinho em algum canto do peito. Mas histórias começam e terminam e não é justo dizer que não houve amor. Não é justo achar que elas não deram certo ou que era a pessoa errada. O amor da sua vida, nem sempre é o cara que você casa e forma uma família. Pessoas se perdem, pessoas se encontram, é natural. Eu acredito em amor com alguns poucos meses de relacionamento. Amores mais bonitos do que alguns de anos, amores de outras vidas, escorrendo pelos poros. Sem esse papo de que tudo recente é paixão e amor é rotina. Paixão é carne, amor é alma, independente do tempo. Odeio quem teima em rotular o que o outro tá sentindo, mal sabe o que é quem tem no peito. Tudo que nos faz feliz, dá certo, mesmo que por uma semana, um mês. Tudo faz crescer, deixa o jardim mais bonito no fim das contas. E quem é essa tal de pessoa certa, afinal? Ninguém é errado, somos todos vítimas de desencontros. Seu certo não me agrada e vice-versa. Mania feia de jogar tantos dias incríveis no lixo, depois que a mágoa chega. Te fez chorar, mas te fez sorrir tanto, foi bom enquanto durou, foi certo e só, foi. Só passou e isso não quer dizer nada. Mania chata de relacionar amor com contos de fadas e o maldito feliz pra sempre. Amor se relaciona com feliz, sem complemento, sem prazo. Nem sempre, sem fim.

Eu gosto

“Eu gosto das pessoas que param para escutar. Que gostam de abraços, que conseguem amar. Gosto de pessoas que riem de modo estranho, choram escondidas. Gosto de pessoas que não se escondem atrás de máscaras, pessoas que são fortes, pessoas que sempre seguem em frente. Gosto de pessoas que gostam de pessoas. Gosto de pessoas que sabem o motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto. Gosto de pessoas que nunca se vão, de pessoas que ficam, que tentam, que conseguem.

A cura não é um novo amor

Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio.

A formula certa para perder o amor da sua vida


(...) O amor da sua vida passou diversas vezes por você enquanto você perdia seu tempo reclamando a inexistência dele. Ou mendigando o amor de quem não dava a mínima. Você se perdeu do amor da sua vida no "Oi" que não disse, no sorriso que não deu, na verdade que omitiu. Você o deixou na estação em que não parou, na festa que não foi por pura preguiça, nos convites que recusou. E ele, obediente que só, se afastou - ou sequer aproximou.

A fórmula certa para perder o amor da sua vida é se apegar ao passado, aos detalhes que nem importam tanto assim, a cegueira envolta por sofrimentos passados. Quer se surpreender? Deixe ele entrar. Deixe-o ocupar a alma, o coração, o lado da cama que ficou vazio depois daquele adeus. Deixe. Dê uma chance a vida, ao acaso, a si mesma. Se solte. Respire. Se apavorar para quê? Sem fingimentos. Chegou a hora de despir a armadura e tirar a máscara. Se perca, para que alguém te encontre. Mergulhe em si mesma. Se afogue em sua felicidade. E espere, que logo alguém vem te salvar ou mergulhar com você. Porque quando se trata da palavra "amor", morrer ou viver em busca da felicidade plena, sempre dá no mesmo.

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também

Eu te carrego junto comigo

O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe,
 o que aconteça ou o que a vida nos ensine.
 Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar.
 O que vale é o que carregamos dentro de nós.
E você, guarde isso na memória para todo o sempre,
 eu te carrego junto comigo todos os dias.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Aqui te deixo o ultimo recado...

Aqui te deixo o ultimo recado, estou saindo da sua vida. Não pense que voltarei atrás, pois não o farei. Estou saindo e te deixando uma ótima oportunidade de ser feliz, pois no fundo sabemos que nosso relacionamento só nos traz atrasos e mais atrasos. Eu nunca menti sobre o que sentia por você, alias, sinto ainda. E estou saindo da sua vida com a maior dor no peito, um nó na garganta e com um único pensamento: eu quero que você seja feliz, nem que isso me cause sofrimento ou algum tipo de angustia. Faço o que acho melhor pra você, pra nós dois. Eu nunca pensei que te diria adeus um dia, pois na minha cabeça você realmente era eterno pra mim. Mas a vida nos mostrou que quem manda não somos nós, quem manda é uma força maior. E por incrível que pareça, as coisas começaram a dar errado pra gente, de um jeito que era impossível recuar. Eu permaneci forte em todos os momentos, dos pequenos as maiores tragédias. Eu estive do seu lado, e eu te impedi de desistir várias e várias vezes. Você sempre me arrancou sorrisos fáceis demais, mas também, me arrancou lágrimas igualmente. Houve um conflito de confiança entre nós, e mesmo assim eu continuei tendo fé em você. Eu acreditava naquele amor, sabe? Eu acredito ainda, mas não acredito que realmente podemos ficar juntos como nos nossos planos. Quem sabe um outro dia, em uma outra vida, um outro ano... Mas definitivamente, essa vida não é pra nós dois, e sabemos disso. Falta de tentativas não foi, dei o melhor de mim, e você me fez tornar uma pessoa melhor, me fez enxergar o mundo de outro jeito... Te agradeço por tudo. Eu não quero entregar esse recado nunca, pois espero que haja ainda esperança entre nós, mas se a ultima gota se secar, não nos restara mais nada, apenas um recado velho...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Você que é a dona

Você não me deixa ir, mas não quer ficar. Você não me procura, mas de vez em quando vem matar saudade. Você não escolhe quem quer, e quando eu resolvo ir embora você sempre me faz ficar mais um pouquinho. Você que é a dona do melhor beijo do mundo, mas vive espalhando eles por ai. Você que é a dona do meu coração, mas não é corajosa o suficiente pra segurar com as duas mãos.

Eu guardo...

Eu guardo pra mim mesmo, porque no fundo é melhor.
 Uns vão escutar e não entender,
 outros vão ouvir e fingir que se importam quando no fundo não faz a menor diferença,
 e uns poucos e bons vão ficar mal por mim
... Então deixa assim.

Outro dia...

Outro dia, mais uma vez, o que esperei foi você voltar. Não foi a moça da livraria dizendo que o meu livro chegou. Não foi o rapaz no interfone dizendo que, finalmente, veio consertar a pia. Não foi a fatura do cartão de crédito para saber se consegui economizar. Não foi nada disso, nem daquilo. Nem do que quer que seja. Não escrevi mais nada desde aquele dia, porque quando você me falta as palavras também me faltam e a vontade, ah… É só da sua volta. Eu me gasto esperando que você olhe um pouquinho para o lado, que me perceba, que nos perceba. E que olhe com toda atenção para essa expectativa que dia após dia embrulha o meu estômago. Se a gente não se olha, como vai se reparar? Eu quero que você repare nos meus vazios, nos meus hiatos, nos meus brancos. Nas coisas suas que ficam cada vez que a porta se fecha. E outra vez eu pensei que nós íamos bem, que, enfim, nós íamos, e eu nem me importava com o destino, desde que não fosse assim tão distante. Se eu contar que te espero, você volta mais rápido? Se eu contar que dói, você cura?

Eu vou por aí...


Eu vou por aí de bar em bar, sorrindo risos que ainda são teus, contando histórias que ainda são nossas, terminando a noite sonhando sonhos sonhados ao teu lado

E eu vou por aí de alguém a alguém, procurando quem eu só encontrava em você, tentando sentir o que só sentia contigo, tentando ser quem eu era quando era só sua.

Eu vou por aí chorando lágrimas de saudades tuas, querendo te encontrar a cada passo que dou, querendo te roubar um sorriso, querendo te fazer feliz outra vez, te provando amor.

E eu vou, outrora, sorrindo por ter absoluta certeza de que enfim tu encontraste o que queria, o amor que não achou em mim, o amor que tanto procurou. O amor que te faz bem, o amor que era meu e você entregou à outro alguém.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Me beija...

Me beija. Me beija pela última vez. Pra eu poder levar o teu gosto comigo. Pra ter o que recordar. Sei que tudo acabou, mas eu queria te beijar mais uma vez. Preciso te sentir mais um instante. Te tocar. Te amar. Pra deixar aquela saudade. Pra te deixar com vontade. Vontade de deixar meu gosto contigo. Pra teres o que recordar. Me beija, vai. Beija de verdade. Beija pra valer. Beijo eterno. Beijo selvagem. Beijo suave. Beijo saudoso. Beijo malicioso. Beijo escandaloso. Me beija pela última vez. Mas me beija e sai correndo. Vai embora logo. Vai, antes que o passado passe diante dos nossos olhos, como um filme antigo. Vai, antes que as recordações sejam fortes e tragam à tona os nossos velhos sentimentos. Vai, antes que a gente faça besteira. Vai, antes que a gente perceba que estar longe é brincadeira. Vai, antes que eu me desespere. E te diga o que não devo. Vai, sai correndo. Mas antes me beija. Me beija como a gente nunca se beijou antes. O beijo do tchau. O beijo do adeus. Beija logo…antes que vire o beijo do recomeço, do volta pra mim, do ainda te quero. Beija, vou deixar a porta aberta. Beija e, antes que eu abra os olhos, sai por ali. E fecha a porta.

Se pudesse escolher...

Se pudesse escolher, teria ficado calada, mas lhe escapou: Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter, são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz.

Aos olhos seus




Queria ser especial aos olhos seus. De alguma forma. De qualquer maneira. E confesso que até tentei. Mas, o que consegui foi ser apenas aquilo que sou: uma pessoa comum. E se eu admiro as estrelas. se faço poesia com o meu próprio cotidiano e se converso com Deus enquanto bailo, são apenas bobagens. Loucuras que você nunca entendeu. Ou poderá entender...


... porque nunca me olhou de verdade.

( O essencial é invisível aos olhos)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

(...) me interna, tô infeliz pra caralho.

Pedi pra mãe – me interna, tô infeliz pra caralho. Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiado aqui. Sossego é o que eu quero. Desde que ela fora embora, eu ouço versos que me falam sobre amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ela estava ao meu lado, agora que se foi, tudo é cinza. E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internado.

(...) E eu perdi...

É provável que um dia ela negue que tudo isso aconteceu, negue que foi bom ter acontecido, negue que foi importante, negue que algo mudou dentro da gente, daqui para o resto de nossos dias, a perder de vista. Mas estou lembrando de tudo isso agora, e que sei ela também está, aonde estiver. Mas não importa mais. Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo as reprises dos melhores momentos. Só tope jogar se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a gente é.

Eu imploro...

Gira mundo, gira. E me traz algo de bom.
Eu imploro!


...não cansar de tentar!



Amar não é acertar de primeira, 
é não cansar de tentar.


Eu quero casar com você...


Eu quero casar com você, quero acordar do seu lado, quero brigar com você. Quero mandar você calar a boca mesmo sabendo que você não vai calar, e te calar beijando você. Quero provar todos os dias que eu te amo. Quero te fazer feliz, assim como você me faz. Quero morrer de cansaço ao correr atrás de você, depois de uma guerra de travesseiros. Quero dormir com você naquele sofá apertado depois de assistir o seu filme preferido. Quero morrer de rir ao ouvir você me contando uma piada, por mais sem graça que seja. Quero te acordar com vários beijos. Quero dizer que te amo. Eu apenas quero te fazer feliz, como ninguém nunca fez. E tem sido você, e vai continuar sendo você. Por tanto tempo eu quis, e então você chegou. E entenda que eu não quero mais o travesseiro como companhia... É você que eu quero abraçar a noite inteira. Sentir seu carinho durante o sono, olhar para você enquanto estiver dormindo. Dar beijos no seu rosto só para te despertar. E de manhã, te dar um belo “bom dia” para ficarmos o resto do dia nublado, deitados. Eu quero que você se sinta a pessoa mais feliz do mundo, a única capaz de ser pra mim um sonho em noite de insônia. E eu tô aqui, sabe? Pra conversar, brigar, rir, fazer loucuras. Não precisa me contar o que aconteceu ou porque você tá mal. Só me deixa tentar colocar um sorriso no seu rosto. Confesso que encontrei meu motivo pra sorrir. Encontrei alguém que eu queira dividir a minha cama, meu amor e minha vida. Encontrei alguém que aguentasse meu coração enjoativamente doce, e que suportasse meu humor incrivelmente amargo. Alguém que queira meu amor, mas que tenha minha amizade. Alguém que roube minha confiança e leve meu coração de brinde. Alguém que eu queira dormir de mãos dadas e acordar do lado. Alguém pra ser criança como eu. Alguém que tenha teu tempo todo meu e minha vida toda dele. Alguém que deixe o mundo pra me dar um beijo. Alguém que encontrasse o que procurou a vida toda, aqui dentro de mim. Alguém pra eu contar meu dia e alguém pra falar “te amo”. Alguém pra ser meu, de um jeito bem clichê. Alguém pra eu viver aquilo tudo que eu julgava besteira e que hoje é tudo que eu tenho. Eu quero você. Digo, repito, falo outras mil vezes. De trás para frente, de frente para trás. De canto, de lado, da maneira que for. Eu quero você. Que tenha clichê, ciúmes, malicia, sacanagem, egoísmo, afeto, loucuras, falhas, erros, acertos, perdões, beijos, abraços, pegação, sexo, amor, transa, filme juntinho, dormir de conchinha, mãos dadas, que tenha todas as coisas do mundo, mas que seja apenas entre eu e você.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Tem muita borboletas...


- Tem muita borboletas voando por aqui.
- Talvez tenham escapado.
- Hm, de onde?
- Quando abri minha boca.
- Hum?
- Há muito tempo que tenho borboletas no estômago...

Porque...


Porque o pouco que a gente tem,
 parece IMENSO quando se vai...

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ah, meu amor


Ah, meu amor, sossega este peito.
De que adianta querer conjugar o verbo sem o sujeito?
Não há como viver um romance sem coadjuvantes
Sem modos errantes, equívocos e acertos.
Ah, meu amor, a reciprocidade não se pede,
Não se mede: para isto não tem jeito.
Aceite que talvez seja melhor
Escrever uma nova narrativa
Que sossegue este peito.

Te Amo com a direita. Te Amo com a esquerda.


Onde foi que esse amor todo se perdeu? Onde foi parar nossos sonhos, sonhados juntas? Onde foi que eu errei? Onde foi q te perdi, se te aceitei do jeito que é, com todas qualidades e defeitos, com os seus altos e baixos, com todos os seus momentos triste e felizes... são tantas perguntas que rodeiam minha cabeça, que me confunde e que me bloqueia ao pensar em desistir! 
Porque não me amou com a direita e com a esquerda, com o coração, com a alma, por dentro e por fora?

São perguntas que nunca obterei resposta, mas que deixa em APOSTA a minha FELICIDADE!

Você dói em mim


Você dói em mim. Você me fere. Sinto você arder. Não quero que pare. Também não há cura sem você. Melhor sangrar do que viver sem as marcas de uma grande vida. Pareço calma nesta pele claríssima, mas também escondo as garras por trás de um olhar sereno. Me mostro rasa, mas sei que sou profunda. Sou forte para resistir a tua força. Sou leve para pesar sobre teu corpo. Escolho boas palavras, te desarmo com meus dedos. Os arranhões são também beijos. Abraços são armadilhas. Minha mão em tuas costas desenha meu pedido. Tuas mãos em minha cintura pontuam meu destino. Se te guio com o que pressinto, você altera o futuro. Você tira de mim o grito, eu dou para você também o riso. Entro em ebulição se você se aproxima. Tive que desaprender as manhas da minha fera. Busquei a liberdade para me dar para você.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Você é aquele tipo...

Você é aquele tipo de pessoa inconfiável, seus movimentos são joguinhos manipuladores, seus discursos nem se fala. Já faz tempo que parei de guiar minha vida com suas frases de para-choque de caminhão. Fui embora. Agora de uma vez. Sem volta e sem conversa. Voltei para a casa dos meus pais, mas não por muito tempo. Meu antigo quarto virou uma sala de cinema. Talvez eu volte pra Lisboa. Aliás, não te interessa. Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu. Contou os anos? Quanto tempo esperei por você? Você crescer, você mudar, você mostrar algum remorso. Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você. Só quem enfrenta longas esperas sabe como é o inferno por dentro. Eu sempre falei, um dia alguém tinha de te dizer não. Eu queria que não fosse eu, porque aí eu poderia ficar numa boa e assistir você sofrer, nem que seja calado num canto, mas sofrendo, mostrando algum arrependimento ou qualquer traço humano. Quem sabe eu até enfiaria os dedos ainda com anéis no meio dos seus cabelos e diria que tudo ficaria bem. Agora é tarde, meu anel já se foi, nem os dedos ficaram. Só que você sempre dá um jeito de se safar. Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando, morrendo na praia em frente ao mar de rosas que você anunciou, cheia de pétalas grudadas no céu da boca, entupindo os bofes, sem ar, uma vontade constante de regurgitar de volta suas garantias de araque. Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um “até amanhã”’ nem “até breve” e nem “até mais”. É um “até você mudar” ou “até você não ser mais quem você é”. Até nunca, então.

Tomei uma decisão...


Tomei uma decisão definitiva: vou parar de reclamar da vida. Não adianta emburrar, se queixar, ficar com rugas antes da hora. A coisa é bem simples: existem coisas que a gente pode fazer e outras que a gente não pode. O que depender de mim eu faço. O que depender dos outros, bem, daí é com os outros.


Porque...


Porque regou as flores se não ia ficar para a Primavera?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Eu só preciso...

Eu só preciso que você me diga se você quer um ponto final ou uma vírgula.

Mas é só um plano...


“Mas é só um plano, entre os milhares que já tive e nunca realizei.
 Sempre fui o rei dos planos, péssimo em execuções.”

Razão e Emoção


Razão e emoção são dois planetas que não habitam a mesma galáxia. Você sabe que sua dor é superável, você sabe que amanhã vai encontrar um novo amor, você sabe que é uma felizarda por ter saúde, família, um teto para morar, mas você não sente assim. E o sentimento é poderoso. Comanda-nos. E a gente sucumbe. Feito um avião caindo do céu, feito refém de um assalto do coração.

Eu espero alguém...


Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse.
 Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que me torne novamente necessário.

... melhor companhia


Nunca gostei de ser segunda opção, quem dirá última. Sabe, essa coisa de ser deixada de lado, deixada de canto, nunca foi o meu forte. Mas as vezes temos que conviver com isso, conviver com o fato de não sermos sempre a melhor companhia.